Vida ao Sol

Abril (de novo)

Só para atestar que o melhor post sobre Abril não foi meu, mas o seguinte:

Os valores de Abril

… na função pública são pagos a 22.

no 31 da Armada. Brilhante, embora factualmente impreciso (há quem receba noutros dias :))

Maio, o primeiro

Tivémos sindicatos preocupados com o respeito da concorrência e prática de dumping e associações patronias/da indústria preocupadas com o respeito do descanso dos trabalhadores. Engraçado mundo em que vivemos. Fiquei bastante preocupado com a ignorância demonstrada por muitos comentadores, políticos e jornalistas (esqueçam estes dois últimos – não fiquei preocupado, fiquei aborrecido pela continuidade). Aparentemente nunca tinham ouvido (ou visto) este fenómeno antes, que aproveito para dar um nome; “shopping stampede” – vejam o Black Friday

E não, nós (por enquanto e felizmente) não o fazemso realmente a sério. Vejam lá isto:

Maio, até ao nono

o sexto foi dia de festa eleitoral – ou nem por isso – em países europeus, fustigados pela crise e austeridade. Mmmh, não exactamente, porque houve eleições na Alemanha (os “campeões” da austeridade que estranhamente têm crescimento), onde Merkle perdeu as eleições – ou aparentemente ganhou. Mas ao invés do que sucedeu no “estado regional de Schleswig-Holstein” (raio de nome), já na província francesa, terá realmente perdido 😛

Bom, deixando para trás provocações gratuítas (e pouco originais), Hollande, como se previa, ganhou. Vamos ver se cumpre as promessas, se estas duram tanto tempo quanto a política do seu ideólogo Miterrand (21 meses) ou se, como é tradicional nos políticos destas eras, manda os contos de carochinha que contou aos eleitores às malvas e entra no pragmatismo. A propósito, a Merkel já o chamou para “ir ao castigo”. Desconfio que a única coisa a mudar na Europa será mesmo o paleio – o resto, “business as usual”.  Mas penso que com um pouco de sorte, alguma coisa de bom daqui pode sair. Para nós, claro está.

Os gregos… enfim, boa sorte. Só faltarão uns trezentos e poucos dias para saírem do Euro, dizem alguns.

Por cá, até diria que o Soares veio dizer qualquer coisa de novo, mas não é o caso. A idade e a gravidade não fazem bem a ninguém. Se já há uns anos era assim:

Bom, mas é feio, não é bonito.

Finalmente, temos sol. E deixo-vos com uma musiquinha antiga:

Porque, tal como Maio, me apetece 🙂 (não é para ser levado a sério). Ou então, porque a morte não é a vida. E o fim o oposto do princípio.

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2 thoughts on “Vida ao Sol

  1. luiscorujo diz:

    Sabes que a morte ao Sol é uma sublimação? Ele queria dizer outra coisa, mas só nos concertos é que a exprimia. 😉

    • ruibrandao diz:

      Sim, é uma sublimação – se verdadeira e posteriormente suprimida ou uma pseudo sublimação de origem é algo que só o próprio (RR) poderá dizer :). Mas é o que ele só exprimia nos concertos que é o verdadeiro meme do post.

      Explicação para os menos interessados em descodificar coisas crípticas: É um post aparentemente “tongue in cheek” 😛 e tem por objectivo ser ligeiro. Ou talvez não.

      Se trocarmos Sol por Sul, temos a vida (a abrir) e o que está a ser a “morte” ao Sul (da Europa) no final – isto porque “o feio não é bonito” (colocação de opostos – vida e morte, via Lili Caneças).

      E a “Morte ao Sul”, a ideia por detrás da sublimação referida pelo Luís e que só era dita nos concertos, não em estúdio, poderá ser a ideia (mais ou menos reprimida) de muitos “europeus trabalhadores do norte”. E de alguns políticos nacionais, para quem quanto pior, melhor. Sem se aperceberem do abismo que em grande grau são responsáveis.

      É uma ideia antiga, a do Norte trabalhador e do Sul preguiçoso e gastador. Tal era muito pouco verdade em Portugal, pelo menos em termos de Porto vs Lisboa, mas bastante popular nos tempos do “Morte ao Sol/Sul”. Uma bandeira política e também futebolística. Não deixa de ser irónico que estejamos a ver uma repetição dessa visão à escala europeia, talvez com mais razões em termos de gastadores, certamente com mais razão em termos de honestidade dos políticos e da sociedade (corrupção). E, naturalmente, menos, muito menos, união/solidariedade social – a frase original era mais propaganda que sentimento verdadeiro – agora, não sei: coisas anteriormente impensáveis tornam-se aceites e até desejadas.

      Mas as coisas são como são. E “atirar gasolina” para um fogo complicado não promete melhorar a situação. Por muito que o que arda cure.

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