Austeridade e crescimento: os patos

Neste jardim à …

… Beira mar plantado, aprova-se rapidamente a austeridade e discute-se a necessidade de uma adenda de crescimento ao tratado orçamental.

O tratado orçamental basicamente visa proibir aos Estados de gastar mais do que o que têm – ou seja, de se endividarem muito. Tenho algumas dúvidas, dado que o sistema contabilístico do Estado Português é digno de uma merceearia de bairro, sem desprimor para estas.

Adicionalmente, aparentemente ninguém sabe exactamente o que é o deficit estrutural – ou pelo menos não existirá uma definição técnica de cálculo consensual (o conceito é pacífico).

E se um Estado tiver um belo de um projecto em que queira investir – sei lá, um desígnio nacional com elevadíssimos retornos associados a “sinergias” ou “externalidades”, tem dificuldades em fazê-lo. Azar. É pena, porque nós tivemos muitos exemplos destes belos projectos, como os estádios extra do Euro 2004 e as variadíssimas ex-Scuts que por aí populam e que afinal são difíceis de pagar. Para grande infelicidade do pinó… digo, dos defensores das obras públicas como motor da economia, o dinheiro acabou-se antes de termos realizados essas belezuras que iam ser o novo aeroporto e o querido TGV. Malvados mercados.

Mas, por falar em aeroportos, temos o magnífico aeroporto internacional de Beja, com 104 movimentos num ano (deve ser menos que o aeródromo de Tires por dia). Mas já há planos para o rentabilizar, através da melhoria de acessos (mais uma AE) e, propõem alguns, torná-lo no segundo aeroporto de Lisboa. Se isto falhar, penso que o próximo passo deverá ser mudar Lisboa para um pouco mais perto de Beja. Proponho uns 120kms, que já seria interessante.

Assim, tendo em conta a nossa história recente, de facto cercear a liberdade do Estado em “fazer obra” é uma violência.

Voltanto à adenda do crescimento, não faço ideia do que lá estará, à excepção de intenções jeitosas. Se se limitar a estas poderia igualmente incluir um voto pela paz na terra.

Se for uma proclamação para os alemães nos mandarem guito, eu acho bem – tenho é que eles não concordem muito, isto apesar de se financiarem à 007. Mas esperemos que não fiquem zangados connosco, senão o Gaspar fica com o caldo entornado…

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