Um Euro para ti, um euro para mim…

Olá, olá…

Pois é, enquanto cá pelo burgo nos entretemos com a consciência pública de que temos uns serviços secretos todos catitas – será que irão entrar num futuro filme do 007? – e discutimos se um ministro com apelido campestre pressionou ou não uma jornalista, ameaçando revelar pormenores intímos que pelo jeitos são foro público (que, em abono da verdade, eventualmente deveria constar da futura peça jornalística), “lá por fora” discute-se se o euro continua … ou não.

Cenas de uma Europa…

Por falar em 007 e em euros, foi essa a taxa de juro que os investidores exigiram ao estado alemão a dois anos. Não, não é 7%, nem sequer 0,7%. É mesmo 0,07%. Ou seja, para todos os efeitos práticos, zero. Toma lá o dinheiro e trata de mo devolver dentro de dois anos. Entretanto, a taxa de juro implícita, baixou ainda mais. Não tarda nada estão a pagar ao Estado Alemão para ficar com o dinheiro.

Se por cá nos fizessem semelhante oferta – coisa que nenhum investidor com 0,007% de juízo faria – era um regabofe. Até o Sócrates se iria roer de inveja com as lindas obras que faríamos. E o 15º e 16º mês de salário para toda a FP. Mas não… só o reservam aos alemães e parentes… malvados.

A Grécia continua no seu feliz caminho em direcção a umas eleições, com a Sra Lagarde – que, ao contrário do que se diz por aí, paga impostos, mas a taxa zero (simpático não?) – a dizer aos Gregos que se querem que as criancinhas não passem fome que os pais (e presume-se os que não o são) paguem os seus impostos. E que as criancinhas do Níger, essas sim, é que passavam privações. Bom, ambas até podem ser verdade, mas não caiu lá muito bem. Os Gregos, para além de não gostarem do que ouviram – mais uma oportunidade não desperdiçada de arvorarem o seu nacionalismo – continuam a achar que os seus problemas têm de ser pagos pelos outros. Atenção – ser pagos, não serem resolvidos. Mas perfeito perfeito era se a Srª Laggarde fosse alemã. Pode serque se naturalize.

Já aqui mais ao lado, descobriu-se que fazer uma fusão de várias pequenas empresas falidas resulta numa grande empresa falida. E que emprestar dinheiro para construir as terceiras casas de pés rapados é arrriscado. Quem diria, hã?

A chatisse é enquanto os gregos são uns tipos lá no extremo (lembra-me em certos aspectos um certo povo) e não são lá muito relevantes no contexto da Europa, já a Espanha é caso distinto. E para nós, bem mais preocupante. Não nos dá jeito nenhum que se afundassem nas ternas mãos da troika.

Os outros andaram entretidos uns com os outros, embora os países do norte andem muito silenciosos… devem estar a preparar alguma.

E a vida sorri

A questão é o que vai acontecer agora. Creio que ninguém sabe. Ou se alguém sabe, está a fazer caixinha e não diz aos outros. Há algumas hipóteses mais ou menos divertidas:

  • Grécia sai do Euro
  • Grécia diz nein (em grego) ao memorando, mas fica no euro, emitindo, ao mesmo tempo, novos Drachmas
  • Grécia continua no Euro e trata de continuar a fingir que implementa o memorando (ou antes, vai implementando com o objectivo de ficar a metade a tempo das calendas gregas)
  • O Euro colapsa e cada país volta a ter a sua moedinha

Não são giros os cenários acima? E muitos outros há – o mais interessante e que satisfaria muita gente seria a Grécia continuar no Euro, mas todos os outros saíam a adoptavam o Novo Drachma como moeda comum. Assim se satisfaria duas correntes nas diferentes nações: Os Gregos que querem continuar com o Euro e os Alemães que não querem ter a mesma moeda que os Gregos.

E já que falamos em imagens nacionais:

Perfect European

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