Monthly Archives: Junho 2012

Por outro lado…

…temos os senhores economistas, os senhores da calculadora, não só os ajustadores de que fala Pacheco Pereira, mas todos aqueles para os quais, por vício académico e/ou profissional, a cosmovisão se limita a números e trocas, visão que me parece limitada, se não mesmo afunilada. Na linha de outro “pai da pátria”, que o complexo de Édipo do actual regime leva agora a odiar, o contabilista manhoso, Salazar, deixou uma escola imagética, seguida por muitos ministros das finanças e alguns primeiros ministros: rigor, aversão à comunicação, evocação do “espírito de missão” de quem veio corrigir o caminho e salvar o país do mal. O marketing torna-os seres com propriedades mágicas que não admitem os erros que cometem, raramente têm dúvidas, e sabem como fazer o país progredir, voltar aos eixos, e sair finalmente da cauda da Europa (pena é que, com tanto movimento, os portugueses não consigam acompanhar a viagem a esse destino, ficando pelo caminho).
Este artigo não vai ficar por aqui. Deixo-o aberto. Não há, no entanto, qualquer óbice para concluir que, até prova em contrário, devo ter razão quando digo que os políticos portugueses são sempre iguais e reproduzem comportamentos dos políticos anteriores, não produzindo qualquer modificação em relação ao povo …

Bamos lá…

…Cambada

É sempre um risco escrever antes das coisas, nomeadamente nas partidas de futebol. Previsões após o jogo são mais certeiras, mas mesmo assim arrisco dizer que quero que Portugal ganhe 🙂

Tenho de admitir que era dos poucos que achava que iríamos fazer boa figura – a derrota com a Turquia encheu-me de optimismo. Não, não estou a ser irónico, mas tenho a ideia que ganhar os jogos de preparação nem sempre é boa coisa, tal como perder não significa assim tanto.E sempre achei qe o jogo com a Turquia era um jogo para perder/com nada a ganhar.

Aliás, se não me falha a memória, Ivic, no ano em que treinou o Porto, não ganhou um jogo de preparação, o que não o impediu de bater o recorde de pontos de avanço num campeonato a dois pontos por vitória.Também não o impediu de praticar um futebol brutalmente aborrecido. A goleada da Holanda sobre a Irlanda do Norte também não significou coisa alguma – excepto talvez encher com ainda mais excesso de confiança a equipa laranja. E os anunciados finalistas / campeões europeus nem um pontinho tiveram para mostrar (e com a eventual excepção do jogo com a Dinamarca, nem um pontinho mereceram levar).

O que me leva ao jogo com a Espanha – são aborrecidos e eficazes. E o último jogo que lhes ganhámos com uns memoráveis 4-0 não significa nada. Agora “é a doer” e fica aqui um muito previsível estímulo adicional

Pessoalmente estou a ver se consigo organizar um outro tipo de Portugal-Espanha. De cariz vínico – talvez, se a sorte ajudar, um Pesquera Reserva 2007 vs Altas Quintas reserva (ou Quinta do Mouro). Desconfio que neste segundo desafio só haverá vencedores.

Mudando de assunto… temos pena, mas hoje não há mesmo outro assunto. A bola manda e o mundo obedece.

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S.João do Porto

“… S.João S. João dá cá um balão para eu brincar ….”

 

Mais um ano e mais uma festa de arromba no S. João do Porto, festa rija e de longa memória.

Sendo o fogo de artificio um dos momentos mais marcantes das festividades S. Joaninas aqui fica para mais tarde recordar, 15 minutos de puro espectáculo pirotécnico.

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Por um lado…

Começa a formar-se na minha mente algo que deveria ser fácil de verificar: Os políticos que também são comentadores tentam imitar Marcelo Caetano, afinal o primeiro governante português a usar a televisão como veículo de divulgação das suas ideias e conveniências. Trata-se assim do modelo que captaram na sua infância e adolescência: Conversas em Família, que na verdade são monólogos dos “pais da pátria” (as minúsculas e as aspas são propositadas), em que tentam convencer os filhos do que devem acreditar e como devem agir. O marketing na política redunda em tacanhez, porque estes políticos não têm público-alvo, ou mais rigorosamente, falham na identificação do público-alvo, que são os cidadãos, com tantos direitos quanto eles, tão ou mais inteligentes e/ou trabalhadores e/ou capacitados e habilitados para fazer o trabalho do político. Ao reduzirem os cidadãos ao papel de filhos com a mente em tábua-rasa, julgam-se então no papel de líderes de opinião, que vão iluminar as mentes dos seus filhos, e, por serem pais extremosos, vão distribuindo prémios (“direitos”, obras, aumentos de salários, descontos de impostos) por caridade, para que os filhos se portem bem (votem neles, não os desdigam, não os questionem). A demagogia deste paternalismo em que estes senhores “sabem o que é bom para o povo” (aquela escumalha que fede e que é um poço de enfermidades, ao ponto de no fim das eleições, terem que queimar as roupa da campanha por estar empestável), é a que origina a falta de cultura democrática, de participação, da transparência, da accountability. Contribui para a corrupção, lobbies opacos, grupos de interesses e clientelismos partidários e outros caciquismos. Porque a cidadania é coisa de adultos que pensam de forma independente, e que embora respeitem os pais, não têm que acreditar ou concordar com o que afirmam… (continua)

O fim do Euro…

… está marcado para dia 1 de Julho.

E por cá?

Temos na Madeira um instituto fechado que atribui subsídios e que os custos da fantástica Parque Escolar, esse primado de boa governação, dispararam para benefício dos empreiteiros. Completamente inesperado, mas creio que serviu para alguns se governarem.

Mas nada disto interessa, porque …

 

 

 

E assim começa o Verão!