Por outro lado…

…temos os senhores economistas, os senhores da calculadora, não só os ajustadores de que fala Pacheco Pereira, mas todos aqueles para os quais, por vício académico e/ou profissional, a cosmovisão se limita a números e trocas, visão que me parece limitada, se não mesmo afunilada. Na linha de outro “pai da pátria”, que o complexo de Édipo do actual regime leva agora a odiar, o contabilista manhoso, Salazar, deixou uma escola imagética, seguida por muitos ministros das finanças e alguns primeiros ministros: rigor, aversão à comunicação, evocação do “espírito de missão” de quem veio corrigir o caminho e salvar o país do mal. O marketing torna-os seres com propriedades mágicas que não admitem os erros que cometem, raramente têm dúvidas, e sabem como fazer o país progredir, voltar aos eixos, e sair finalmente da cauda da Europa (pena é que, com tanto movimento, os portugueses não consigam acompanhar a viagem a esse destino, ficando pelo caminho).
Este artigo não vai ficar por aqui. Deixo-o aberto. Não há, no entanto, qualquer óbice para concluir que, até prova em contrário, devo ter razão quando digo que os políticos portugueses são sempre iguais e reproduzem comportamentos dos políticos anteriores, não produzindo qualquer modificação em relação ao povo …

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2 thoughts on “Por outro lado…

  1. ruibrandao diz:

    Nunca percebi muito bem a obsessão pelo raramente ter dúvidas. Ou, mais precisamente, a visão que raramente ter dúvidas é uma virtude. Num mundo complexo e com imensas variáveis, não ter dúvidas só me parece ser possível se se tiver uma visão muito arquétipa da realidade. O que não me parece uma boa base de partida para decisões.
    Por outro lado, as dúvidas devem residir na análise e na apreciação dos efeitos, não na tomada e execução da decisão em si.

    Quanto a Portugal, infelizmente creio que deitámos fora o bom que o “contabilista manhoso” traz – que também tem muito. Subsitituímos o miserabilismo mas com contas bem feitos por.. pelo quê exactamente?

    Mais precisamente, ao moto de “Deus, Pátria, Família”, que bem ou mal traduzia uma ideia de nação, sucedeu… o medo de existir?

    • luiscorujo diz:

      Outra típica é não “aceitarem lições de …”, Como se não fosse positivo aprender, conhecer outros pontos de vista, mesmo que não concordem com eles…

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