O País dos Superhomens

Nietszche foi vingado. É que o Super Homem surgiu. E não é só um. São carradas, paletes deles.

Os superhomens existem, são portugueses e alguns até se chamam Miguel, Rui, Filipe, António, etc.
Não os vou citar nomes, mas os cronicões jornalísticos fazem deles referências nacionais e mesmo internacionais.

Temos um SuperAntónio, cujos superpoderes são nunca ter dúvidas, raramente errar e é a pessoa mais honesta no mundo, exceptuando Cristo e Lázaro (tomando a mitologia cristã, e partindo do princípio que ressuscitar é nascer segunda vez).
Noutro lugar, não ter dúvidas seria algo negativo, porque implica não saber colocar-se na posição de outrem, auscultar as opiniões dos pares e dos adversários, e acima de tudo, estar impossibilitado de verificar se as suas ações poderão prejudicá-lo a si e aos outros no futuro. Mas cá não. Não ter dúvidas significa saber de antemão que o que se faz é pela única via possível e que não se pode voltar atrás. Que é feito dele? A sua criptonite, a falta de rendimentos, sejam financeiros ou de prebendas, têem-no mantido calado e à margem do combate contra os supervilões.

Rui e Filipe são dois super heróis que conseguem transformar o dia-a-dia dos 210,36 Km2 que administram ou governam, separados por um rio de Ouro e coberta de pontes de ferro, betão e futuras, numa guerra épica ao nível da Guerra Civil Americana, Norte e Sul, não se conhecendo porém qual deles o Confederado e o Federal.
Ret Butler ficaria confuso a tentar decidir porquem lutar. Mas tal como Gregos e Troianos, qual Aquiles e Heitor, fazem oferendas às divindades e titãs que pairam sobre Ulissipo, em busca das suas benesses, mas pondo-se em risco de ser alvo da fúria e inveja de outras dividades. Cavalos de Tróia são brinquedos de meninos para estes pesos-pesados, sejam elitistas ou populistas, sulista ou nortenhos, liberais ou popular-democratas do mesmo quadrante político. Enver Osha deve rir-se das peripécias destes dois.

Miguel tem-se revelado o Homem do Renascimento pela sua douta sapiência, confirmada por preciosos pergaminhos que perigam em desaparece. Mas este superhomem é também dotado de ubiquidade. Consegue habitar em duas ou três moradas ao mesmo tempo, mesmo que distem 140Km entre si. Este verdadeiro Humanista (H grande) tem dado grandes conselhos aos seus colegas e mesmo à gerações futuras, mesmo que muitas vezes não as tenha seguido. Tal será devido a uma aprendizagem-erro que lhe permitiu concluir tais mensagens de aviso para com quem ele só quer o bem.

Estes são alguns dos mais conhecidos superhomens. Existem outros mais ou menos anónimos. Alguns usam os superpoderes para o seu bem próprio (egoístas) e outros utilizam-os para ajudar os que os rodeiam (caciques) e outros ainda que usam-nos para ajudar a toda a gente. E finalmente existem muitos que, não tendo superpoderes, têm conseguido funcionar como tal, sobrevivendo e fazendo do país e do Mundo um bocadinho melhor.

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