Ainda sobre o caso de Aquila…

Aproveitando o texto do meu colega bloguista:
Epistemologicamente é preciso ver que a Ciência não explica tudo. Não pode! Ela está limitada aos limites da percepção humana.
Em Itália, seis sismólogos foram condenados por não conseguirem prever o desastre do terramoto em Aquila. Face à aflição, houve que encontrar bodes expiatórios… muitas vezes acontece, infelizmente, em situações que o saber, a Ciência, não pode ou não consegue dar resposta.

Cá em portugal não. A culpa morre solteira mesmo quando toda a gente sabe, e muitas vezes se prova judicialmente, que as pessoas e as instituições cometeram erros, mesmo na inação:
-são os casos de corrupção e sacos azuis
-são os conflitos de interesses
-são as pontes que caem porque não têm manutenção, as empresas de extração de areias que lhes retiram aquela que sustenta os pilares, e finalmente os videos das filmagens das peritagens que desaparecem
-são os erros clínicos, as compressas esquecidas, as amputações erradas, as cegueiras causadas por erros de embalagem, de que nunca são assacadas responsabilidades profissionais, civeis e criminais.
-são os documentos que desaparecem ou são roubados de carros, logo na altura em que se investiga a corrupção pela compra de submarinos
-são os autarcas corruptos, que por muito condenados que sejam, nunca é ordenada a sua captura
-é o enriquecimento ilícito que passa a ser lícito se pagar uma taxa
-são os processos arquivados pela demora nos tribunais, fazendo com que o Estado seja conivente com a impunidade.
-é o magistrado supremo do país saber que uma instituição bancária criada por pessoas que eram seus colegas e ministros da sua presidência do conselho de ministros, e da qual chegou a deter ações, funcionava como plataforma de lavagem de dinheiro, e que essa instituição bancária, por ter sido mal administrada, tem as dívidas que acumulou a serem pagas pelos contribuintes deste país, enquanto os culpados, longe de serem incriminados, fugiram e auferem majestáticas pensões enquanto afirmam que foram os portugueses (os particulares, trabalhadores, a classe média) que causaram essa e outras dívidas.

De quem é a culpa? Quem deve prestar contas? Quem é que tem que responsabilizar? Quem é que tem que ser responsabilizado?

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