Category Archives: Saude

Multitasking ainda nos mata.

Human multitasking is the best performance by an individual of appearing to handle more than one task at the same time. The term is derived from computer multitasking. An example of multitasking is taking phone calls while typing an email. Some believe that multitasking can result in time wasted due to human context switching and apparently causing more errors due to insufficient attention.

fonte: wikipédia

Nos dias actuais achamos que para ser bem sucedidos na vida principalmente na area profissional precisamos de ser multitarefa. Caso contrário damos a ideia de que somos pessoas menos produtivas logo menos profissionais.

Até que ponto esta opinião estará correcta? Na realidade alguns estudos provam que o facto de sermos multitasking mesmo nas coisas mais simples do dia a dia não trazem beneficios.

Quantos de nós conduzimos e falamos ao telefone?

Quantos de nós lemos um livro ao mesmo tempo que estamos embrenhados em outros pensamentos?

Quantos de nós falamos ao telefone enquanto lemos ou respondemos um email?

Quantos de nós bebemos um café enquanto lemos o jornal?

Obvio que as nossas diversas capacidades humanas nos permitem fazer multiplas coisas mas esquecemo-nos de uma coisa. Só temos um cerebro.

Sim temos a brilhante capacidade de fazer multiplas coisas ao mesmo tempo mas o centro que gera isto tudo embora tenha a capacidade de processar multipla informação ao mesmo tempo não tem a capacidade de a processar a 100%. Assim com este facto designa-se que “mais” é realmente “menos”.

O culpado de tudo isto é o centro disto tudo o nosso cerebro, um elemento humano que necessita de estar continuadamente ocupado. O segredo é contrariar esta “fome” do nosso cerebro em fazer multiplas coisas e concentrarmo-nos em fazer uma coisa de cada vez.

Quando lemos um livro se nos focarmos no que realmente lemos não so embebemos melhor a informação como não temos que voltar atras para reler aquela parte ou simplesmente achamos que não percebemos o conteudo.

Se falarmos ao telefone concentrados no dialogo de certo que iremos ter uma converssa mais rápida, mais eficaz, mais produtiva. O mesmo acontecerá á resposta daquele email que estavamos a tentar produzir durante o telefonema.

E por fim apenas porque vale a pena pensar nisso, quando tomamos café e lemos o jornal das duas uma ou tiramos prazer do sabor do café que estamos a tomar ou conseguimos saber as noticias do dia e realmente fazerem sentido.

Um excelente artigo sobre esta questão do multitasking pode ser lido aqui, escrito por James Altucher.

 

 

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As leis do absurdo

Estava eu para aqui a pensar sobre o que escrever quando me deparei com este post “O ar puro liberta” publicado no Blog “arrastão” embora tenha chegado la pelo post do “Insurgente“.

Embora ande a tentar fazer um esforço enorme para deixar de fumar não posso deixar de concordar que este “sr” deve ter um problema qualquer com quem fuma. Eu sei que toda a gente precisa de ter um objectivo na vida para sentir que quando a luz acabar ter a sensação de ter atingido algo, só acho que este escolheu o caminho errado. Eu até agradeceria ao “sr” por estar a tentar contribuir para a minha saude mas digamos de passagem que quando abre a boca o nivel de “poluição” de ideias são em excesso.

Caro “sr” Leal da Costa a liberdade acaba quando interfere com a liberdade dos outros e neste caso todas as “idiotices” que tem trazido a publico mexem com a minha liberdade de fumador. Eu não fumo para cima das pessoas, até sou a favor de não fumar em estabelecimentos de restauração dado que o meu fumo nao tem que fazer parte da ementa do vizinho da mesa do lado para tal abdico do meu prazer de fumar confortavelmente numa mesa de restaurante para vir fumar para o frio, chuva e sol para o exterior do estabelecimento.

Entretanto agora não poder fumar à porta de locais que não têm zonas de fumadores, ou proibir a venda de maquinas de tabaco, e agora por ultimo proibir a venda de tabaco nos locais onde não se fuma, caro “sr” Leal da Costa acho que está a precisar de rever essas prioridades se o objectivo é fomentar a saude publica não o irá conseguir pela força mas talvez se apostar mais em acções de sensibilização para os efeitos nocivos do tabaco talvez fosse um caminho a considerar.

Ou então tenho uma ideia melhor dado que esta disposto a mexer na economia que a venda do tabaco produz sugiro vivamente ai sim uma atitude a HOMEM e POLITICO feche a Tabaqueira Nacional a importação de tabaco estrangeiro e acabe com a rentabilidade do Estado sobre a venda do Tabaco isso sim era louvavel, mas comprrendo que não possa ir por ai rapidamente extinguiam o seu posto de “trabalho”.

Mas a culpa não é dele é de quem o deixa continuar a saga.

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A Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação

Durante o Dia da Liberdade, um amigo meu teve a ideia de publicar no seu perfil do Facebook algumas músicas consideradas chave para o imaginário deste período, desde José Barata Moura até Sérgio Godinho. Estas músicas, a maioria com mais de trinta anos, têm recuperado, se não mesmo mantido, a sua atualidade, derivado da desilusão das promessas e esperanças de Abril e da entrada no anteriormente seleto clube da União Europeia.

Não vou cair no politicamente correto, pelo que admito que a mensagem destas músicas deveria ter servido de aviso e plasma o quotidiano nacional, ou pelo menos o que geralmente se opina e perspectiva acerca do país, dos pontos de vista económico, político, social, cultural e das mentalidades.

O grande capital está vivo em Portugal e obriga-nos a pagar cara a eletricidade, os combustíveis, e os juros que demonstram que o dinheiro tem mais valor que a dignidade humana.

Há uma instrumentalização do poder político, por parte do poder económico com base num programa ideológico que menospreza os valores ligados aos direitos sociais.

Nem a demagogia nem a aceitação de que “governar” a favor de quem detém as mais-valias são óbice para que o discurso oficial distorça a realidade e os conceitos de liberdade e democracia.

Verifica-se a depreciação da Sociedade Civil por parte do Estado, que não parece conhecer conceitos como Relações Públicas e Marketing social, em vez de utilizar estas organizações populares como barómetros das áreas em que é preciso actuar (e descobrir qual é a missão do Estado). Fica a sensação que apenas as organizações que não têm origem nos estratos populares é que são tratadas como entidades de direito.

A Liberdade a sério somente existirá quando houver liberdade para mudar e decidir. Mas quem tem a vida parada, quem está à espera para poder alcançar, com qualidade, a paz, pão, habitação, saúde, educação, verifica um futuro envolto em neblina escura. A paz social é atacada pelas restrições induzidas pela austeridade e por certa repressão advinda do discurso policial, em que o cidadão passa a ser desordeiro por fazer valer o direito à indignação. O Pão passa a ser sinónimo da caridadezinha e de marketing, em que campanhas como o ”Zero Desperdício”, tal como afirma José Vitor Malheiros, indicia uma roupagem ideológica que evita falar da fome e do combate à pobreza, alinhando em alternativa com conceitos de produtividade e competitividade, pelo “combate ao desperdício”. A Habitação, a posse de um Lar como símbolo do esforço do trabalho, está a desaparecer, pela mão de bancos, pelos juros, pelo desemprego, e pelas exorbitantes taxas e impostos que se pagam (IMI, anyone?). Prédios e ruas inteiras com placas de imobiliárias. São milhares de casas vazias, enquanto cada vez mais pessoas dormem na rua, ou se acomodam com três ou mais gerações em casas que não têm condições para tantos. A Saúde, tal como a Segurança social, estão a ser encerradas, desmanteladas, em favor de privados que não servem as necessidades da maioria da população, que não tem acesso a ADSE ou seguros de saúde. Ir (sobre/sub?)vivendo com pior qualidade de vida traz certamente poupanças a longo prazo à segurança social, poupanças essas que poderão ser canalizadas para as pensões milionárias já sobejamente conhecidas. A Educação vai sendo entregue aos privados, com a desculpa da fraca eficiência e eficácia do ensino público. A fraca eficiência e eficácia são fruto da instabilidade que existe pelo menos desde meados da década de 80, em que cada reforma da educação conseguiu erodir o respeito pelo professor e o valor da escola como ambiente de acesso à cultura e a ferramentas de ascensão social. Resulta somente na aplicação de teorias educativas como se se estivesse a trabalhar com tubos de ensaio e não com as gerações futuras. Parece-me que o objectivo era transformar a escola pública num pólo de desenvolvimento de gerações de pessoas obtusas, sem pensamento independente e que obedecessem cegamente e de forma barata ao empregador, deixando aos privados a missão da reprodução de valor acrescentado na educação. Aliás, quando os patrões da economia (falar em patrões da Indústria em Portugal ainda me soa risível) dizem que os estudantes, mesmo os do superior, saem mal preparados e que gastam muito tempo a formá-los, deveriam solicitar a abertura de licenciaturas e outros cursos específicos para a sua empresa.

No fundo, a liberdade e a democracia têm que ser conquistadas todos os dias, e não devemos limitar-nos a sonhar, porque o que era seguro para a geração de à quase quarenta anos atrás já não o é para os seus filhos e netos. Ideologias à parte, devem-se educar os futuros cidadãos para saberem melhor dirigir e orientar-se para que a sociedade possa atingir o bem comum.

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Pai não fumes para cima de mim …. ????

Durante esta semana pós Pascoa que culmina com o enterro do bacalhau muito se falou sobre fumadores, defesa da saúde publica, cortina de fumo sobre outros assuntos de maior relevo de interesse nacional, defesa em favor das crianças e jovens, a quem lhes chame também adolescentes, todo uma série de situações que levaram a confissões como a do Ricardo Costa do Expresso que se sujeita agora a ser preso ou no mínimo “multado” e até mesmo ao “Manifesto de Insubordinação Cívica” por parte do Miguel Sousa Tavares.

Mas acima de tudo e aquilo que como futuro ex-fumador me deixou realmente contente foram as opiniões de vários políticos de todas os partidos nomeadamente o PSD expressarem-se contra a ideia iluminada do ministro Paulo Macedo que num momento, espero único, de salvador da saúde publica sobre o pretexto de proteger as proles mais novas dos seus nocivos pais se tentou “infiltrar” no meu carro.

Mas por outro lado vieram toda uma série de pessoas defender a ideia iluminada sobre o beneficio para a saúde que tal lei viria aplicar, mas o que me deixou realmente preocupado foram duas coisas:

Pensaram estas pessoas que realmente existe a necessidade de legislar, para não lhe chamar outra coisa, para que pais conscientes tenham a devida sensibilidade de ter os devidos cuidados relativamente a protecção da saúde dos seus filhos, serão a maioria dos pais portugueses seres irresponsáveis sem capacidade de discernir o correcto do incorrecto que necessitemos de um estado democrático que realmente precise de vir tratar os seus cidadãos como incompetentes no dever paternal.

Pensaram estas pessoas que tal lei suportada sobre o mau principio acima indicado, não é mais que uma forma de autoritarismo e por em causa a base da liberdade das pessoas como entidade e cidadãos

A seguir este caminho o que vem a seguir vão me proibir de ser gordo ou magro em excesso para o bem da minha saúde, vão me proibir de andar na rua a partir de determinada hora porque posso ser assaltado, enfim creio que já perceberam a ideia.

O que desta tentativa de lei iluminada se deve realmente analisar não é a questão da saúde é mesmo o caminho que parece que algumas pessoas querem seguir para que passemos a ter um novo estilo de “escravatura” moderna.

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